fascismo e autoritarismo na ItáliaUma grande manifestação organizada pelas três grandes organizações de trabalhadores italianos, CGIL, CISL, UIL, reuniu mais de duzentas mil pessoas em Roma para dizer ‘não’ à violência fascista que poucos dias antes havia ocupado e devastado a sede nacional da Confederação Geral de Trabalho. A UIL – União Italiana do Trabalho, participou com todas as suas categorias e entidades; também estavam presentes União Italiana no Mundo e o ‘patronato’ ITAL UIL.

O secretário-geral da UIL, Pierpaolo Bombardieri, que encerrou o evento falando do palco central para a grande multidão que participou, disse: “É uma grande manifestação democrática, unitária para dizer não ao fascismo e a qualquer extremismo e sim a um país unido: nesta praça está a nova resistência”.

O tema do evento foi: “Chega de fascismos. Pelo trabalho, participação e democracia”.

Cem anos atrás, na Itália, a ditadura fascista nascia precisamente com a violência e a intimidação em detrimento dos sindicatos e das organizações operárias; hoje, na Itália como no mundo inteiro, as sombras do fascismo e do autoritarismo voltam a ameaçar as conquistas democráticas frequentemente obtidas com o sangue e o sacrifício de milhões de homens e mulheres. A República Italiana assenta nos princípios democráticos e no repúdio ao nazi-fascismo e é precisamente o trabalho que está no centro da artigo primeiro da Constituição; A UIL faz parte dessa história e tem os valores da democracia e da justiça social em seu DNA. Temos orgulho de fazer parte dessa família.

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